O Fim da Candidíase na Sua Vida
- vitorreis222
- 23 de mai. de 2025
- 7 min de leitura
Toda mulher terá, pelo menos uma vez na vida, um episódio de candidíase. Algumas vezes, ele será auto-limitado, e o próprio corpo da mulher será capaz de controlar a doença; nos outros casos, ela necessitará de um tratamento. Porém, nem sempre os tratamentos propostos são efetivos - não só não melhoram, como podem piorar o quadro inicial! E é nesse momento que o ciclo de recorrência começa, e a mulher fica semanas e semanas com aquele corrimento desconfortável, interferindo muito na sua qualidade de vida.
Para sua sorte, essa postagem existe para te ajudar a entender DE VEZ como tratar a candidíase de forma correta, e permitir que você saia de vez deste ciclo! Continua lendo aqui para você entender mais sobre essa patologia que tanto acomete as mulheres.
Por que eu tenho Candidíase?

Quando a mulher está com aquele corrimento de repetição, o primeiro pensamento que vem à mente é: "Por que eu?" Acontece que a repetição, muitas, surge por hábitos inadequados de vida.
Antes de conversar sobre os hábitos, eu preciso fazer uma introdução sobre a candidíase. A candidíase vulvovaginal é uma infecção genital causada pelos fungos da família Candida spp. Em 80% das vezes, ela é causada pela Candida Albicans, e o restante das vezes é pela Candida krusei, Candida glabrata, Candida tropicalis...Existe uma variedade de fungos que são responsáveis por esta doença.
Nem sempre o fungo gera infecção. Muitas vezes, culturas de conteúdo vaginal são coletadas e há crescimento de alguma espécie de Candida. Isso não quer dizer que aquela mulher está com candidíase - são quadros diferentes. O que acontece é que o fungo (e aqui me refiro exclusivamente à Candida Albicans, no fim da postagem farei uma ressalva aos outros tipos) naturalmente vive na microbiota vaginal, e na maioria das vezes ele não gera sintomas! Isso porque o fungo apresenta, de forma didática, três estágios de manifestação na microbiota vaginal: a forma de esporo, gemulação e brotamento. Na imagem aqui abaixo, vemos que a forma de esporo (em livros chamada de "semente de melancia"), a gêmula e um fungo em brotamento.

Nas situações igual a de cima, onde vemos o fungo em suas três formas, temos certeza de que ele está em atividade, se replicando e, consequentemente, trazendo sintomas! Na eventualidade de visualizarmos apenas o esporo, não é para o fungo, na maioria das vezes, causar sintomas - existem exceções, por isso a avaliação deve ser feita por um profissional capacitado para avaliar esta condição.
Por que, então, o fungo entra em atividade e gera sintoma? Essa pergunta, na verdade, tem várias respostas, já que a candidíase é multifatorial. O que pode influenciar no aparecimento da candidíase é:
Hábitos de vida;
Hábitos de Higiene Íntima e Práticas Inadequadas;
Condições de Saúde que predispõe ao crescimento do fungo (como, por exemplo, diabetes mellitus descompensado);
Menstruação;
Gravidez;
Você percebe que vários pontos são capazes de interferir na microbiota e propiciar que esse fungo entre em atividade. Na consulta, é possível identificar a maioria destes fatores e, além de tratar o quadro, tratar também as causas. Candidíase não é para ser uma doença sem cura, e sim uma doença facilmente evitável - basta receber as orientações corretas
E qual o Problema de Ter a Candidíase?
As mulheres que têm candidíase apresentam dois problemas principais: os sintomas físicos diretos da candidíase, e o sintoma "indireto" de aumentar seu risco para outros problemas. Como assim, Dr?
Vamos conversar sobre a primeira parte: os sintomas físicos. A possibilidade de sintomas é muito grande: a mulheres podem ser assintomáticas ou então extremamente sintomáticas. As que apresentam sintoma, geralmente, apresentam o sintoma mais característico da candidíase: o prurido. Muitas vezes, é descrito como uma coceira incessante do canal vaginal e da vulva, sem fator de melhora. Além do prurido, outras queixas comuns são a presença do corrimento (bem semelhante a um queijo talhado: branco, grumoso, espesso), ardência vaginal e/ou vulvar, inchaço local, vermelhidão, dor na relação sexual e dor para urinar.
Mas Dr, você disse que algumas mulheres não têm sintoma nenhum. É verdade? Sim! Na verdade, a partir do momento que uma mulher tem candidíase, os sintomas são o reflexo da resposta imune do corpo frente à infecção. O corpo, ao reconhecer que existe uma infecção no local, gera uma resposta inflamatória que tem intensidade variável (e isso varia de pessoa para pessoa), e isso justifica o porquê de algumas mulheres não sentirem nada. Porém, é nesses casos que existe um problema ainda maior.

Porque a candidíase pode ser fator de risco para diversos problemas, especialmente durante a gestação. Para a mulher não grávida, existe associação entre a candidíase e a persistência do vírus HPV e doença inflamatória pélvica (DIP), que pode resultar, dentre outras coisas, em infertilidade. Para a gestante, a candidíase está associada ao parto prematuro, ao baixo peso ao nascimento e à rotura precoce da bolsa. Existem poucos estudos feitos com mulheres apresentando candidíase assintomática, pois, nem sempre é fácil determinar se uma mulher tem candidíase sem sintoma ou não, são necessárias outras formas de avaliar e definir a presença ou não da infecção. Além disso, os estudos feitos em gestante, em sua maioria, são retrospectivos, ou seja, eles só olham um desfecho (por exemplo, parto prematuro) e buscam algum fator causal em comum (candidíase), mas, não necessariamente, existe uma relação direta de causa e consequência. Porém, considerando a fisiopatologia da candidíase e os mecanismos de ocorrência de um parto prematuro ou de uma rotura precoce da bolsa, podemos pensar nessa associação entre as duas condições, e ponderar um tratamento - lógico que a decisão em rastrear e tratar mulheres sem sintoma deve ser individualizada entre paciente e médico.
E como Diagnosticar a Candidíase?
É nessa hora que vem uma das tarefas consideradas mais simples, porém, mais mal feitas: diagnosticar a candidíase. E é mal feito por causa do excesso de informação que leva à desinformação da mulher. Não entendeu? Eu explico.
Depois da mulher ter um episódio de candidíase com sintomas, duas coisas podem acontecer: na primeira situação, a própria microbiota vaginal vai se recompor e reduzir carga de fungos ali no ambiente, e a mulher terá cura espontânea, sem necessidade de nenhum tratamento. Na segunda situação, que é a mais comum, a mulher terá sintomas de intensidade variável, que a levarão a procurar algum tipo de ajuda. E onde que elas vão recorrer?
As fontes de ajuda são muitas: pode ir ao Google pesquisar "corrimento com coceira" e pesquisar o próprio diagnóstico e tratamento, mandar mensagem para amigas e ver quem já teve algo parecido e o que usou para melhorar, ir direto na farmácia e perguntar no balcão qual pomada é recomendada, ou ir ao ginecologista para uma avaliação mínima geral (que é feita, na imensa maioria das vezes, com anamnese e exame físico apenas) e receber um tratamento. E aí eu te pergunto: de todas as opções acimas, sabe qual leva ao diagnóstico e tratamento certo?
Nenhuma!
Claro que, das opções acima, a que aumenta as chances de diagnóstico e tratamento certos é a de ir ao ginecologista. Porém, e se eu te disser que, por melhor que seja o ginecologista, ele tem uma chance em errar seu diagnóstico em mais de 50% das vezes se ele utilizar apenas a anamnese e o exame físico? Em outras palavras, apenas a queixa de corrimento com prurido e o exame físico sugestivo são insuficientes para diagnosticar a candidíase - o profissional tem mais chance de acertar um "cara ou coroa" do que o diagnóstico. Isso porque a anamnese e o exame físico ajudam, mas, não diagnosticam a candidíase. Quem diagnostica ali na hora da consulta é o microscópio, através da microscopia de conteúdo vaginal.

Posso dizer com segurança que, sem todo esse equipamento aqui de cima, é impossível que seu médico diagnostique de forma certa a candidíase. E isso por um motivo muito simples: além de candidíase, existem outras dezenas de patologias do trato genital inferior que geram os sintomas de corrimento, coceira e alteram o exame físico da mulher. E a única maneira de diferenciar no consultório é avaliando a microbiota vaginal, e vendo de frente o fungo em atividade. Através do exame a fresco ou do método de Gram, podemos avaliar a presença do fungo, diagnosticar e tratar corretamente!
A microscopia é a maneira mais efetiva em se diagnosticar candidíase. Em situações bem específicas, a cultura de fungo, que é o padrão-ouro, pode ser solicitada também, mas, nem sempre ela é utilizada para guiar o tratamento. Por isso que, apesar de ser o padrão-ouro, é pouco utilizada na prática de quem usa a microscopia a seu favor!
E para Tratar a Candidíase?
Uma vez dado o diagnóstico certo, a parte do tratamento é simples, mas, envolve dois pilares: tratar o quadro agudo e impedir que novos episódios ocorram.

Tratar o quadro agudo é a parte mais simples: considerando que 80% das candidíases são causadas por Candida albicans, e 90% delas são sensíveis ao fármacos azólicos, o uso de comprimidos, pomadas, cremes vaginais ou óvulos pode ser feito, e aí vai depender do que o profissional propor. Impedir que a mulher tenha novos episódios já é um pouco mais complicado, porque envolve mudança de hábitos e controle de outras condições de saúde, mas, cabe ao profissional orientar os melhores hábitos para impedir a doença.
Lendo aqui, nem parece tão difícil tratar, né? Porém, com o diagnóstico errado, surge o tratamento errado, e novos episódios de doença, e um ciclo interminável de tratamentos, muitas vezes sem embasamento científico, para tratar algo simples. Então, uma sugestão: ao invés de usar o dinheiro em tratamentos duvidosos (não existe comprovação, até a data que esse post foi escrito, de vacina para candidíase ou tratamentos com ozônio), procure profissionais que realizem a microscopia no consultório, conheçam muito bem os protocolos internacionais de tratamento e de seguimento, e que passem segurança para tratar essa condição tão incômoda na vida da mulher.
Eu sei que essa condição te incomoda e te atrapalha muito, e eu tenho uma solução muito simples para seu problema: é só clicar no link aqui embaixo, que eu consigo te ajudar!
E se você gostou do texto, já compartilha ele com aquela amiga que te mandou mensagem com corrimento, e já fala pra ela que o link está disponível aqui!



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